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4º edição do Rock Festival recebe boa média de público e bandas independentes do Distrito Federal O Rock Festival aconteceu no último sábado, 31 de Outubro e como nos anos anteriores levava o lema “Independência ou Rock!”, apesar de ter sido adiado de sua data convencial, o feriado de independência para o dia das bruxas, que de fato estariam a solta em mais esta edição.
Quem chegou mais cedo pode ver a chegada das bandas e a montagem do palco, alem da cerveja que já se encontrava em oferta no local. A banda BlackSkull fez a passagem de som, minimizando assim (pensavamos nós) maiores problemas.
O público demorou um pouco pra chegar, e o festival que começaria as 18:00, começou por volta de 19:45, o que não diminuiu a animação dos que já se reuniam no local desde a tarde para conferir os preparativos e principalmente, garantirem seus lugares quando a roda se iniciasse.
Após uma longa espera, o público pode finalmente curtir a primeira banda. Beerhead, banda tributo a Ramones levou toda a energia da decada 70’s e iniciou as rodas da noite. O trio levou clássicos como “I Wanna Be Sedated”, “Pinhead”, “Sheena is a Punk Rocker”, “Beat on The Brat”, entre outras. Um show ainda melhor do que o de estréia, no último dia 24, quando estiveram no Halloween do Bakada. A banda é composta por Lucas (baixo, vocal), Washington (guitarra) e Léo (bateria). 1,2,3,4!
Verenna foi a próxima a se apresentar. A banda mostrou uma evolução desde o último show, também no Halloween do Bakada, e foi uma das que mais agitou o público com suas composições próprias e misturando muito bem hardcore/rapcore com elementos do metalcore, influencia mais que vísivel na banda seguinte. A Verenna conta com Lohan (vocal), Ícaro (guitarra), Tayrone (baixo) e Anderson (bateria).
Hellena, do Distrito Federal se apresentou logo em seguida. Como eu já havia dito no final do parágrafo anterior, metalcore é a linha da banda. Identifiquei algumas influencias, pergunta que o guitarrista/segundo vocal Henrique Martins não quis responder ao locutor do evento. Desde August Burns Red a A Day To Remember, Atreyu e porque não, um pouco de Bullet For My Valentine. A banda agitou o público presente e distribuiu alguns EP’s, entitulado “Quando o sangue sobe aos olhos” que também poderiam ser adquiridos com os integrantes. Hellena é formada por Guilherme Svitak (vocal), Victor Conde (guitarra), Henrique Martins (guitarra, vocal), Guilherme Panzenhagen (baixo) e Thiago Portella (bateria).
Jamming Zone, banda de rock ‘n’ roll e blues se apresentou logo depois. Reformulada mais um vez, integrantes antigos voltaram a participar, como Carlito, mostrando toda a virtuosidade presente em sua pegada na guitarra; Léo na bateria, outro integrante que retorna; e Juliano no baixo compunham a “cozinha”. Clássicos de Neil Young foram apresentados, além das músicas próprias já conhecidas por este que vos fala e pelo público que já a acompanha a algum tempo; como “Daniel”, “Fuck Evil Blues” e “Become in Ice”. Jamming Zone é Octávio (guitarra, vocal, gaita), Carlito (guitarra), Juliano (baixo), e Léo (bateria).
Lembram da Blackskull, banda do Distrito Federal que eu havia visto no último Liberdade Solidária em Paracatu e tive a primeira impressão de ser uma banda de hard rock farofa? (ah, e que bom que não era!) Pra mim foi o melhor show da noite, uma mistura de speed metal com thrash 80’s, algo que podemos chamar de crossover, bastante inlfluenciados ao meu ver por bandas como D.R.I, Suicidal Tendencies, Crossfire e até Nuclear Assault; foi a que mais agitou o público, convocando quem quisesse para subir ao palco, principalmente os headbangers que ficaram no local exatamente para conferirem o som e baterem muita cabeça. A Blacksull tem em seu elenco Fernando Cellarius (guitarra, vocal), Daniel Manyari (baixo) e Lourenço Sant'anna (bateria).
Como tudo que é bom dura pouco, durante o show da Blackskull ocorreram problemas técnicos com o baixo e guitarra. O som de ambas sumiu durante a execução de uma das ultimas músicas, o que deixou público e banda chateados. A microfonagem da bateria e os vocais permaneciam intactos. A produção encerrou o festival e culpou as pessoas que subiram ao palco, segundo ela o caminho estaria livre para que essas pisassem ou puxassem alguma tomada, mesmo que sem intenção, que provesse força para estes dois instrumentos que foram cortados. O cinto do guitarrista, feito com balas, foi subtraído um pouco depois, mas já foi encontrado e recuperado por um de nossos “amigos correria”, assim como o boné do AC/DC, perdido pelo baterista.
Fica o exemplo para que não ocorram os mesmos erros para a proxima edição. Foi uma das melhores e não devia ter sido ofuscada por falhas desta natureza. Ou a produção arma um esquema elétrico melhor á prova de pisões ou não permite mais que pessoas não autorizadas subam no palco, o que na minha opinião acabaria com o intuito de “Independência ou Rock” proposto pelo slogan do evento do noroeste que mais cresce a cada ano. Afinal, a barreira entre banda e público não deveria ser mesmo quebrada? Texto: Henrique Rodrigues. Fotos: Dricka, Tatianne Monteiro, Dáguima Tolentino.
Agradecimentos:
Humberto (curti pra caralho o cd do Krow) e a todos que me
ajudaram direta ou indiretamente a fazer essa cobertura.
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